Gerenciar uma equipe comercial na era dos dados e da inteligência artificial

benoit lefevre Publicado por Benoit Lefevre – 16 dezembro 2025

Quando falo sobre dados e inteligência artificial com gestores comerciais, muitas vezes sou recebido com olhares arregalados. “Isso é mesmo para mim?” “O que isso significa na prática?” Para muitos, tudo isso ainda parece muito abstrato.

No entanto, os vendedores já utilizam dados há muito tempo. Sempre vi bons vendedores analisando suas estatísticas, estudando listas de clientes, se preparando para a “caçada”.

A diferença é que, hoje, a tecnologia — ferramentas digitais, big data, inteligência artificial — permite ir mais rápido, mais alto e mais longe.


1. Dados e IA: grandes aceleradores da performance comercial

Seja para fidelizar ou conquistar clientes, os dados e a IA são verdadeiros motores de desempenho. Veja alguns exemplos práticos:

  • Desenvolvimento de contas existentes: algoritmos de marketing preditivo identificam quais clientes têm maior afinidade com certos produtos, potencializando as ações comerciais.
  • Identificação de churn: ferramentas detectam clientes em risco de evasão, permitindo ações corretivas a tempo.
  • Prospecção: bases de dados e plataformas de licitações oferecem verdadeiras minas de oportunidades. Algoritmos ajudam a qualificar leads e priorizar esforços.
  • Otimização de tempo: softwares de roteirização aumentam o número de visitas comerciais em até 30%.

2. Mas a adoção dessas ferramentas não é automática

“Migramos para o melhor CRM com BI e IA integrados. Custou caro. Mas nossos vendedores só usam 10% das funcionalidades.”
Já ouvi variações dessa frase muitas vezes — inclusive em grandes empresas.

A verdade é que a maioria das equipes comerciais não é naturalmente orientada por dados. Muitos vendedores torcem o nariz para estatísticas e planilhas. As objeções são sempre as mesmas:

  • “Estão nos vigiando cada vez mais.”
  • “Passamos mais tempo com relatórios do que com clientes.”
  • “Conheço meu setor, não preciso de tanta informação.”

Ou seja: a adoção da cultura de dados é um desafio real de gestão da mudança — e cabe ao gestor liderar essa transformação. Aqui vão 6 recomendações práticas, baseadas em sucessos (e fracassos) que vivenciei:


3. Seis conselhos para tornar sua equipe comercial “data driven”

1. Dê o exemplo

Use você mesmo os dashboards e relatórios. Faça reuniões semanais com base nos dados. Liderança pelo exemplo é o primeiro passo.

2. Dê sentido aos dados

Não fale apenas de “taxa de abertura” de campanhas. Traduza o dado em impacto de negócio: quantos leads gerados, quantos fechamentos, quanto em receita ou margem.

3. Torne o vendedor protagonista dos dados

“Garbage in, garbage out”. Grande parte da informação útil vem do campo. Mostre aos vendedores o valor de alimentar o sistema com qualidade: como isso influenciou campanhas, reuniões estratégicas, etc.

4. Apoie quem tem dificuldade com o digital

Nem todo vendedor é nativo digital. Às vezes, a resistência não é má vontade, mas insegurança. Treine e acompanhe.

5. Mantenha a simplicidade

Evite planilhas com 10 abas. Foque nos indicadores que realmente importam. Quando toda a equipe olha para os mesmos dados, o alinhamento com os clientes melhora muito.

6. Visual, lúdico e envolvente

Transforme números em histórias visuais. Gráficos, cores, mapas, logos de clientes… Tudo que der vida aos dados é bem-vindo. Existem hoje ótimas soluções de data storytelling para isso.


Conclusão: dados = performance + experiência do cliente

A análise de dados revolucionou o coaching em esportes como futebol, ciclismo e vela. Por que não na sua equipe de vendas?

As ferramentas estão aí. Mas quem fará a diferença é você, como líder da mudança. No fim do caminho, você encontrará equipes mais eficazes e clientes mais satisfeitos.

Publicação recomendada A Inteligência Artificial para Equipes Comerciais e Corporativas


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